Aves com que trabalhamos

 

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Formigueiro-do-litoral ("Criticamente Ameaçada" globalmente)
Foto: Luiz Freire

Formigueiro-do-litoral

Formigueiro-do-litoral (Formicivora littoralis) é considerada a única espécie de ave endêmica de restinga, com ocorrência relatada apenas para o litoral norte do Estado do Rio de Janeiro, entre os municípios de Saquarema e Cabo Frio. A espécie se encontra "Criticamente Ameaçada" de extinção nos níveis global e nacional, principalmente devido à acelerada perda do habitat. O Laboratório de Ecologia de Aves vem desenvolvendo pesquisa básica para sanar as lacunas de conhecimento sobre a espécie. Clique aqui para saber mais.

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Sabiá-da-praia ("Ameaçada" no Rio de Janeiro)
Foto: Maria Alice S. Alves

Sabiá-da-praia

O sabiá-da-praia (Mimus gilvus) é encontrado no estado do Rio de Janeiro apenas no habitat das restingas. O declínio de suas populações vem sendo observado há cerca de vinte anos e é atribuído tanto à fragmentação e degradação das restingas, quanto à captura de indivíduos para a criação em gaiolas, por possuírem um belo canto. O sabiá-da-praia é considerado "Ameaçado" de extinção nos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo e M. gilvus antelius (subespécie associada a restingas) é considerado quase ameaçado no Brasil. Sobre sua ecologia neste tipo de ambiente sabe-se, por exemplo, que atua como dispersor de diversas espécies de plantas. Entretanto, mais pesquisas são necessárias para indicar diretrizes na conservação da espécie. Quantos indivíduos ainda existem e onde ocorrem? Quais as suas preferências de hábitat e alimentares? São essas as perguntas que o Lab. de Ecologia de Aves vem tentando responder ao longo dos últimos anos.
 

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Tropeiro-da-serra ("Vulnerável" no Rio de Janeiro)
Foto: Monique Van Sluys

Tropeiro-da-serra

As espécies do gênero Lipaugus, ao qual o Tropeiro-da-serra (Lipaugus lanioides) pertence, são consideradas importantes dispersoras de sementes de florestas tropicais, entretanto são muito escassos os estudos sobre Lipaugus lanioides, espécie endêmica de Mata Atlântica. O Tropeiro-da-serra é classificado como "Quase Ameaçado" globalmente e “Vulnerável” no Estado do Rio de Janeiro. São necessárias informações sobre sua biologia e ecologia, incluindo estimativas de seus tamanhos populacionais para uma avalição mais precisa sobre seu status de conservação. Estudos estão sendo conduzidos pelo Lab. de Ecologia de Aves para preencher essas lacunas, em área de Mata Atlântica bem preservada da Ilha Grande, RJ, para estimar o tamanho de seu território e comportamento associado durante a estação reprodutiva. Os resultados sugerem que o Tropeiro-da-serra tem comportamento territorial bem desenvolvido, não forma "leks" (arenas) e os territórios não se sobrepõem durante a estação reprodutiva.

 

 

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